Análise – Assassin’s Creed Origins – Os Ocultos (The Hidden Ones)

assassin’s creed origins ocultos

Ubisoft Montreal

Ubisoft

Ação/ Aventura com elementos de Stealth

23 de janeiro

Alemão, Inglês, Italiano, Português (Brasil), Francês e Espanhol

Alemão, Coreano, Chinês tradicional, Inglês, Italiano, Português (Brasil), Francês, Polaco, Chinês simplificado, Espanhol e Holandês

7.71 GB

9.99€ / R$ 30.90

Assassin’s Creed Origins foi lançado em outubro de 2017 e foi o regresso da franquia que para muitos fãs estava lentamente a afundar cada vez mais. O jogo como o próprio nome indica, trouxe a origem de tudo, com um novo protagonista (Bayek) e novidades na jogabilidade que dessa vez ficou mais próxima de um jogo de RPG.

No dia 23 de janeiro de 2018, a Ubisoft disponibilizou a primeira expansão do jogo, intitulada “Os Ocultos ( The Hidden Ones) que leva Bayek para uma nova região do mundo, a montanhosa região do Sinai, aumenta o nível máximo de 40 para 45 e traz novos itens, armas, trajes, montarias e muito mais.

A história de “Os Ocultos” tem início quatro anos após os eventos principais do jogo original, com Bayek como o próprio nome indica a liderar a Irmandade do Oculto, que posteriormente será conhecida como a Irmandade dos Assassinos. Após essa conquista, Bayek se tornou um herói lendário que os trovadores cantam canções a exaltar os seus feitos.

Mas essa aparente vitoria dura pouco, já que os membros da Irmandade precisam de ajuda urgente no Sinal devido à presença extremamente agressiva e intolerante do exército romano, e em meio a tudo isso, Bayek irá descobrir mais sobre a Ordem dos Anciãos, que mais tarde será conhecida como a Ordem dos Templários. Mas essa missão também irá levar Bayek a ter uma nova visão sobre tudo, principalmente sobre a própria Irmandade dos Ocultos e a sua maneira de agir.

É extremamente aconselhado ao jogador terminar a história principal antes de avançar nessa expansão. Primeiro, pelo motivo mais óbvio de evitar grandes spoilers (até mesmo explicar sobre a expansão já é um spoiler). Outro grande motivo é que como é avisado logo ao início da expansão, essa exige no mínimo nível 38 e aqui vale respeitar, pois, se aventurar em níveis abaixo disso será sem dúvida uma passagem direta para a morte, já que encontraremos por todo o mapa, inimigos comuns de até nível 45 e eles causam um dano considerável.

E aqui surge a primeira critica menos positiva da expansão, o seu balanceamento. É certo que entrar na expansão abaixo do nível 38 significa morrer muitas e muitas vezes, mas entrar na expansão com nível 40 ou acima também não é das melhores alternativas para quem procura um desafio adicional, principalmente se é um jogador que fez tudo o que era possível na história principal, já que mesmo com a limitação até então do nível 40, o jogador ainda poderia ganhar pontos de habilidade para melhorar a sua árvore de habilidades e ter um avanço considerável na sua força e habilidade.

Quem jogou Assassin’s Creed Origins, sabe que um dos seus pontos negativos é até hoje os combates diretos, com a mecânica de combate a ser extremamente problemática e com uma curva de aprendizagem longa devido à indecisão da Ubisoft em apostar num RPG de raiz ou manter o estilo de combate de ação/aventura já tradicional. Então devido a ter iniciado a expansão no nível 41 decidi evitar a furtividade e enfrentar nas três primeiras missões principais da expansão o alvo em combates diretos e infelizmente os derrotar foi como um passeio no parque num domingo de sol.

A expansão terá uma longevidade de no máximo quatro horas se o jogador decidir explorar só as missões principais, porém, caso opte por explorar tudo o que o novo mapa do Sinai tem a oferecer (é extremamente aconselhado), essa longevidade poderá chegar até as 10 horas.

Entretanto, quem jogou as expansões de outros jogos da franquia pode se decepcionar um pouco, já que “Os Ocultos” não traz nenhuma novidade na mecânica de jogo ou nos itens de exploração, com papiros que vão levar a segredos, pontos de sincronização, entradas alternativas, itens para evoluir os equipamentos de Bayek, puzzles de constelação e é claro os pontos avançados que estão consideravelmente maiores e mais cheios de inimigos. Isso também se aplica as ferramentas, que permanecem a mesma, com basicamente a expansão apenas a oferecer mais daquilo que os jogadores já experimentaram no jogo original, o que pode ser algo positivo ou negativo a depender unicamente da expetativa do jogador.

A acompanhar o aumento no nível máximo, os jogadores também serão capazes de evoluir um pouco mais os seus equipamentos a conseguir assim melhor defesa, aumento na vida máxima, maior dano com ataques a distância, etc. Para isso será mais uma vez, necessário Cristais de Carbono que na sua grande maioria poderão ser encontrados em baús ao explorar os pontos avançados, mas também em locais com tesouros pelo mapa.

A ambientação é bem semelhante a Siwa, com grandes áreas desérticas e com pouca vegetação, porém, o diferencial é ser um mapa mais vertical com grandes montanhas que vão testar as habilidades de parkour e escalada dos jogadores. A fauna também está com presença com hienas, tigres e crocodilos e muitos outros em pontos estratégicos do mapa.

Conclusão

Em resumo a Ubisoft decidiu ser mais conservadora e manter tudo aquilo que no geral deu muito certo no jogo original, apenas a trazer ao jogador a região montanhosa do Sinai e parte do Mar Vermelho. A expansão possui uma história que mantém o clima já apresentado no final da campanha principal, com algumas missões secundarias que por vezes quebram de maneira saudável a carga emocional mais pesada da história.

Com isso, Assassin’s Creed Origins – Os Ocultos (The Hidden Ones) é uma expansão praticamente obrigatória para aqueles que gostaram da história principal, sendo um regresso muito agradável ao universo do jogo e com uma longevidade que vai variar muito da dedicação do próprio jogador a essa nova região e aquilo que ela esconde.

Assassin's Creed Origins – Os Ocultos

Assassin's Creed Origins – Os Ocultos
8.7

Total

8.5 /10

História

8.5 /10

Gráficos

9.0 /10

Áudio

9.0 /10

Longevidade/Replay

8.5 /10

Prós

  • Excelente relação qualidade/preço
  • Uma nova região com características próprias
  • Novas armas, armaduras, montarias e traje
  • Um aprofundar na história da Irmandade do Oculto
  • Aumento do nível máximo de 40 para 45

Contras

  • Inexistência de inovações
  • Falta de balanceamento