Análise – The Surge: A Walk in the Park

Deck13

Focus Home Interactive

RPG de Ação

05 de dezembro de 2017

Inglês, Alemão, Francês

Inglês, Alemão, Russo, Coreano, Italiano, Português (Brasil), Francês, Polaco, Espanhol

10 no total

 

The Surge foi sem duvida uma agradável surpresa em 2017 para todos os fãs do género Souls-like, sendo um jogo com notáveis inspirações na franquia Souls, porém, a trazer uma ambientação muito original o que ajudou a sem duvida ter uma identidade própria Um dos seus principais diferenciais é a possbilidade de focar em determinadas partes do corpo do inimigo, para desmembro-lo e utilizar literalmente a arma e/ou armadura dele contra ele mesmo.

Mas sendo um jogo com uma ambientação maioritariamente industrial, muitos poderiam se perguntar, se esses trabalhadores não teriam momentos de descanso com a família e para onde poderiam ir, e é justamente a isso que a expansão A Walk in the Park veio responder, ao trazer uma área totalmente nova, com mais armas, implantes, inimigos, armaduras e muito mais.

A expansão não serve como uma continuação, ela faz parte do mesmo universo no qual decorre a historia principal, a funcionar como uma longa missão secundaria sendo possível ter acesso a ela a partir de dois lugares diferentes a depender do nível de progressão no jogo. O primeiro é através de um comboio/trem na Central de Produção B, já aqueles que avançaram mais na historia, poderão, ter acesso a expansão na área central das instalações de Pesquisa e Desenvolvimento.

Como o próprio nome indica, essa nova área seria responsável pelo lazer dos funcionários e familiares, sendo um grande parque temático, com montanha-russas, lojas de venda e é claro os mascotes, porém, por se tratar de um local dentro da historia principal, algo também deu muito errado em CREO World, a causar uma grande destruição em diversos brinquedos, além de danificar as conexões neurais dos funcionários e maquinas do local, ou seja, um local de lazer e diversão, tornou-se num deposito de corpos, sangue, metal retorcido e quem restou só tem um único objetivo matar a todos que se aproximarem.

Logo após dar os primeiros passos nessa nova área, descobrimos que afinal enviaram uma equipa/equipe de resgate para o parque, porém, novamente algo deu errado e somos guiados por aparentemente o único sobrevivente, e cabe ao jogador restaurar o sistema do parque e procurar por informações sobre os restantes membros da equipa/equipe, enquanto investigamos mais detalhes sobre o que levou a todo esse caos e até mesmo conhecendo um pouco mais sobre a historia, do misterioso protagonista que não tem uma historia muito bem desenvolvida como um todo no decorrer da historia principal.

Assim como as áreas do jogo principal, CREO World também possui uma extensa área para ser explorada, cheia de atalhos e conexões entre si, que acabam por ligar as diferentes áreas e facilitar a exploração do jogador, já que The Surge não possui nenhum mapa, sendo essencial que o jogador consiga criar dentro da própria cabeça um mapa de onde deve ir a partir daquele ponto com base justamente nos locais que já visitou e eventuais pontos de referencia (sendo o principal deles, a gigantesca estátua do Iron Maus, o super-herói desse universo).

Algo a ressaltar é que o level design da expansão, visivelmente recebeu uma grande atenção da Deck 13, estudio responsável pelo desenvolvimento do jogo, já que durante o jogo principal, poucos foram os momentos que o cenário constituiu um real perigo, já em A Walk in the Park, os fãs da franquia Souls, vão relembrar com um gosto bem amargo dos cenários cheios de irregularidades e buracos estrategicamente colocados para levar a sua animada e relativamente despreocupada exploração, até um final trágico e inesperado.

Em contrapartida, os inimigos não tiveram essa mesma atenção, pelo menos no sentido da inovação, já que na sua maioria, são variações de inimigos que já encontramos na historia principal, apenas com novas armaduras e armas. Porém, isso também significa, que ao desmembra-los poderemos obter as suas armas e partes da sua armadura, o que naturalmente também aumenta a longevidade do jogo, já que é inevitável querer obter todos os sets e armas.

Já os mascotes, mencionados no inicio dessa análise estão nessa expansão pelo fator da diversão, já que a única parte que pode ser obtida através do desmembramento é a cabeça e mesmo essa não oferece uma grande proteção, mas sem duvida alguma é divertido andar pelo parque com a cabeça de um donut, ou do Samuel J, Soda (uma óbvia referencia ao ator norte-americano Samuel L. Jackson).

Algo que pode gerar questionamentos devido ao gameplay no final dessa análise, é em relação a dificuldade que essa expansão traz.

Não se enganem pela aparente facilidade, já que tudo vai depender da progressão e dedicação do jogador durante a historia principal. A minha intenção no gameplay, era não perder tempo com batalhas iniciais complexas e demoradas, para assim conseguir progredir e mostrar o máximo daquilo que a expansão tem a oferecer, sendo assim indicado que o jogador não avance tanto caso queira ter uma experiência mais balanceada e consequentemente aproveitar mais das armas que a expansão oferece, já que é fácil notar a diferença entre a arma obtida num dos bosses da historia principal no seu nível máximo e uma arma obtida de um inimigo dentro da expansão.

A nível gráfico a expansão não decepciona, a oferecer a mesma qualidade que os jogadores já estão acostumados no jogo principal, com o diferencial de possuir mais áreas abertas devido ao fato de se tratar de um parque temático, o que proporciona uma experiência diferente do jogo principal, onde na grande maioria das vezes andávamos por locais fechados e muitas vezes escuros, onde era essencial a utilização das luzes da armadura.

Conclusão

Em resumo, A Walk in the Park não traz nenhuma grande inovação ou mudança estrutural naquilo que o jogo principal se propôs a trazer, o que poderia ser um problema, mas se há algo que merece elogios é justamente o fato de The Surge funcionar perfeitamente como um jogo dentro do seu género, não sendo necessária nenhuma mudança para oferecer uma melhor experiência, ou seja, esse é um claro exemplo de que “equipa/equipe que está ganhando não se mexe”. Sendo assim, a implementação de uma nova e diferente área, armaduras, armas e uma historia paralela, mais do que suficiente para ampliar as longas horas de diversão e exploração.

 

The Surge: A Walk in the Park

The Surge: A Walk in the Park
8.9

Total

8.0 /10

História

8.5 /10

Gráficos

9.0 /10

Áudio

9.0 /10

Longevidade/Replay

10.0 /10

Prós

  • Uma ligação direta com a historia principal
  • Mantém a qualidade gráfica
  • Novos conteúdos e inimigos com destaque para os mascotes
  • Uma área totalmente nova a ser explorada

Contras

  • O reaproveitamento de alguns inimigos
  • Mantém um desenvolvimento fraco na história do protagonista
  • Poderiam haver mais mascotes